A opinião é do especialista Leonardo Sobral, que faz análise da recente padronização de critérios de manejo florestal pelo Conama.
A resolução 406/09 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que padroniza critérios a serem seguidos pelos estados no que diz respeito à fiscalização de planos de manejo florestal, deve incentivar investimentos nessa atividade, segundo o coordenador de Certificação Florestal do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Leonardo Sobral.
Em entrevista exclusiva ao site Amazonia.org.br, o especialista diz que a nova resolução não altera índices técnicos previstos por norma do Ministério do Meio Ambiente de 2006 (IN 05/2006). De acordo com ele, a necessidade de se criar outra legislação surgiu após a Lei de Gestão de Florestas Públicas, também de 2006, ter transferido a competência de gestão florestal e análise de planos de manejo às Secretarias Estaduais de Meio Ambiente, que passaram a criar suas próprias normativas sobre o tema.
“A norma estabelece critérios que já existiam e dá abertura para a alteração de alguns parâmetros que o empreendimento julgue necessário. Ela atende bem às necessidades dos empreendimentos que querem fazer um manejo florestal de longo prazo.”, afirmou Sobral. Acompanhe, a seguir, conversa com especialista sobre a nova norma.
Amazônia.org.br – No seu modo de ver, a nova resolução do Conama ajudará a minimizar impactos ambientais e conservar a biodiversidade da Amazônia?
Sobral: A resolução vai servir para padronizar os critérios de elaboração e análise dos planos de manejo em toda a Amazônia e, com isso, será beneficiado o meio ambiente.
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